Wednesday, June 25, 2008

Fashion?

Ontem à noite, o Rio de Janeiro estava com outra cara – chovia muito e estava frio (bem, 20º para carioca é frio!). Como havia prometido fazer a cobertura do Dream Fashion Tour, lá fui eu me vestir de acordo: meias, botas, cachecol, chapéu, trench-coat... e guarda-chuva! E com a câmera em punho!
Cheguei no Vivo Rio, localizado no MAM (Museu de Arte Moderna), por volta das oito da noite, pois o evento começaria às nove. Estava super vazio, apenas com uma pequena fila de convidados. Como soube que eles haviam distribuído muitos convites para cursos e faculdades de moda, imaginei que o movimento seria bem maior. Meia hora depois, entramos e fomos recebidos por brindes: lenços, hidratantes, biscoitos... é, dos patrocinadores! Confesso que, ao chegar ao local do evento, fiquei um pouco surpresa – estava tão vazio que parecia que todos haviam desistido de aparecer...
Na verdade, quando soube do evento, fiquei um pouco confusa quanto ao seu real target. Explico melhor: mesmo tendo “fashion” no nome, não havia nada de peso do mundo da moda descrito em sua filipeta! Os destaques eram pessoas da música! Eu, inclusive, pensei no Swarovsky Fashion Rocks Party, evento no qual celebridades da música – como Alicia Keys, Joss Stone, Lily Allen, Dame Shirley Bassey – se apresentam enquanto grandes estilistas desfilam – Burberry, Calvin Klein, Gucci, Chanel –, que aconteceu, em Londres, no Albert Hall, em homenagem à entidade do Príncipe Charles, “The Prince’s Trust”, em outubro de 2007. E com apresentação de Uma Thurman e Samuel L. Jackson. Demais, certo? E eu, fiquei imaginando algo parecido... Santa ingenuidade a minha!
Pouco depois das nove, a apresentadora do evento subiu ao palco para dar boas-vindas ao público (público, que público?) e chamou, logo em seguida, a primeira atração. Acho que estou um pouco desatualizada, mas não sabia quem era Emerson Nogueira. Ele canta grandes sucessos, de Police a Simon & Garfunkel, passando por Legião Urbana (que mistura!?!). Depois, para a minha surpresa, entraram no palco alguns (poucos) ritmistas da Mangueira, além do mestre-sala e da porta-bandeira, para distrair a audiência enquanto eles preparavam o palco para a próxima atração: Armandinho. E dá-lhe música! Cadê a moda?, eu me perguntava. Depois deste show, meio morno diga-se de passagem, entraram uns meninos do hip-hop da Rocinha. Bem, eu já estava quase desistindo, quando foi anunciado o talk-show com pessoas da moda e da beleza, como Walter Rodrigues e Fernando Torquato. Olha, juro que eu tentei ficar até o final, mas não deu: a apresentadora fez perguntas do calibre de “O que uma mulher deve levar na bolsa de maquiagem?” e “Todo mundo pode usar calça alta?”. Quando começou um desfile de seis meninas para que fosse escolhida uma para desfilar com as modelos “profissionais”, joguei a toalha! Não dava mais para insistir – de moda, nada mais sairia daquele palco!
Resumindo, acho que o evento não se destina a cidades que tenham acesso à moda. Por que usar o termo “fashion” se parecia mais um mix de música e entretenimento? Não deveriam sequer distribuir convites em cursos de moda, quando o que menos aconteceu ali foi moda. Quem foi assistir aos shows talvez tenha até gostado, se divertido, mas eu, que fui movida pela moda, saí decepcionada. Deixo agora vocês com algumas fotos. Até a próxima cobertura!




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