Friday, May 15, 2009

en Beaux Arts... Anjos, demônios...

Hoje, estreia o filme Anjos e demônios, baseado no livro homônimo de Dan Brown, o autor do best-seller O Código da Vinci. Apesar de ter sido lançado após o sucesso deste último, Anjos e demônios narra a primeira aventura de Robert Langdon, professor de Simbologia de Harvard. A trama transcorre ao redor de uma sociedade secreta – os Illuminati, que tenta destruir a Cidade do Vaticano, o país dentro de outro (aqui). Mais uma mistura bombástica de fé, religião e mistério, assim como de suspense, ciência e história da arte... ah, não deixem de ler o livro, pois é incrível!


Eis o cenário da história – com vocês, a Cidade do Vaticano!




***Mais links da Itália:
Os tons quentes da Itália
Uma cidade sobre as águas
Rituais de viagem... Roma
Mais rituais de viagem... Florença
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***UPDATE: a querida Sandra, do Armazém de Beauté, me entrevistou para a estreia da sua nova tag do blog – INTERVIEW – aqui! Beijos e obrigada pelo carinho de sempre – foi um enorme prazer participar!***

Wednesday, May 13, 2009

en Voyage... O que elas têm em comum?

Já falei das duas aqui e aqui. Mas, na próxima sexta, dia 15, é um dia de comemoração: há exatos 120 anos, o primeiro visitante subiu na Tour Eiffel, la Dame de Fer! E começa uma super exposição por lá, para celebrar a data. Além disso, foi noticiado que a visita até a coroa da Estátua da Liberdade, a Lady Liberty, será reaberta (a previsão é para o 4 de julho) – ela estava interditada desde o 11 de setembro!

Juntas? Aqui! Em comum? Um homem! Quem? Gustave Eiffel! Ele é o responsável pelos dois landmarks mais conhecidos das duas capitais: a Tour Eiffel e seu rendado em ferro, assim como pela concepção da estrutura metálica interna da Lady Liberty. Ele revolucionou a história do homem, introduzindo o ferro como material para grandes obras: gares de trens, observatórios, grandes tetos (o do Le Bon Marché, em Paris, por exemplo), assim como viadutos.

Não é para admirar?


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Tuesday, May 12, 2009

in-Spiration... A artista das Nanás

As esculturas se moviam, eram multi-coloridas e captavam meu olhar como se me convidassem a bailar: lembro da primeira vez que vi estas obras, da genial artista francesa Niki de Saint Phalle, em parceria com Jean Tinguely, na Place Igor Stravinsky, em Paris. Nesta pequena fonte, localizada ao lado do Centre Pompidou, as esculturas dançavam a céu aberto, enchendo de cor e alegria aquele espaço. Nas demais vezes que voltei ali, sempre me encantei – e ainda me encanto! – com tamanha capacidade artística e lúdica...


Vamos conhecer a artista das Nanás?

Niki de Saint Phalle nasceu Catherine Marie-Agnès Fal de Saint Phalle, em 29 de outubro de 1930, em Neuilly-sur-Seine. Mudou-se para Nova York, já conhecida como Niki, em 1937.
Trabalhou como modeloVogue, Harper’s Bazaar e Life Magazine – entre 1948 e 1949, quando se casou com Harry Mathews.
No ano seguinte, produziu seus primeiros óleos e guaches.
Em 1952, foi para Paris. Ao sofrer um colapso nervoso, no ano seguinte, decidiu tornar-se artista.
Ao visitar Barcelona, em 1955, conheceu o trabalho de Gaudí: em especial, o Parc Güell, que lhe deu a idéia de criar um jardim de esculturas.
Conheceu, no ano seguinte, Jean Tinguely, que virá a tornar-se seu companheiro de vida, com quem se casou em 1971 e viveu até a morte dele.
Em 1961, é introduzida a Salvador Dalí por Marcel Duchamp. Neste mesmo ano, participa de uma exposição no MoMA, o Museu de Arte Moderna de Nova York.
Niki conviveu, em suas inúmeras viagens, com o trabalho de Paul Klee, Henri Matisse, Pablo Picasso e Douanier Rousseau, Jasper Johns, Willem de Kooning, Jackson Pollock e Robert Rauschenberg, Victor Brauner, Max Ernst e René Magritte.
Cria, em 1965, sua primeira Naná. As Nanás, moças em francês, são esculturas em papier maché, fibra de algodão, tela de arame e lã. São enorme bonecas, uma representação do universo feminino.
Em 1971, começa a elaborar o seu parque de esculturas, Giardino dei Tarocchi, ou Jardim do Tarô, localizado na Toscana, Itália, e inspirado nas cartas do tarô, com 22 esculturas monumentais.
Uma importante retrospectiva do seu trabalho foi exibida, em 1980, no Centre Pompidou, em Paris.
Dois anos depois, Niki e Jean Tinguely criam a fonte-escultura, com 15 figuras da Place Igor Stravinsky, ao lado do Pompidou (nas fotos).
Tinguely morre em 1991. Em sua homenagem, Niki constrói suas primeiras esculturas cinéticas: Meta-Tinguelys.
Em 1998, abre o seu Jardim do Tarô e termina a última das 22 esculturas.
Com 71 anos, Niki de Saint Phalle morre, na Califórnia, em maio de 2002.




***UPDATE: Novidades nas bancas e revistarias do Rio...

Acaba de chegar a inStyle (revista espanhola) de fevereiro, com uma shopping bag de brinde (em verde ou preto). Vejam só!!!


Mais brindes? Aqui, aqui, aqui e aqui!***


Friday, May 8, 2009

en Beauté... Para elas!

Procurando o presente para o dia das mães? Depois de perfumes e makes em forma de bijoux (aqui) e da moda perfumada (aqui), aí vão mais algumas sugestões enBeauté... inspirem-se!



Caron – perfume Montaigne
Chanel (aqui) – perfume Coco Mademoiselle
Lolita Lempicka – perfume Eau de minuit
Marc Jacobs – perfume Daisy, em um charmoso anel
Stella McCartney – perfume Stella in two amber
Thierry Mugler – perfume Angel forever, em anel estrelado


Feliz dia das mães!

Fotos de divulgação: Elle.fr

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***UPDATE: Novidades nas bancas e revistarias do Rio...

O anuário Joias e acessórios, Editora Caras – R$14,90: uma compilação de mais de 700 objetos de desejo!


Chegou a Woman (revista espanhola) de janeiro... com uma bolsa bem bacana de brinde (em roxo, vermelho ou preto). Aproveitem!!!


Ah, a Telva também chegou, com uma agenda de presente. Apesar de já ser maio por aqui...

Mais brindes? Aqui, aqui e aqui!***

Wednesday, May 6, 2009

en Voyage... De Paris a Rouen

No lindo caminho que liga Paris a Normandia, o ar vai mudando aos poucos e, de repente, parece que chegamos em uma cidade dos sonhos. Ao visitar Paris, tentem esticar a viagem até a cidade de Rouen. Uma graça! Lá passei alguns dias incríveis, conhecendo toda a parte histórica da cidade, de uma beleza impressionante.

O ponto alto, é claro, foi sua estonteante catedral! No entanto, suas ruas, suas construções históricas, seus cafés, suas lojinhas, criam toda uma atmosfera de volta no tempo, como se tivéssemos viajado em direção ao período das grandes batalhas e cruzadas.

Além disso, foi a cidade onde Joana d’Arc foi queimada na fogueira, um marco na história da França e sua unificação. Ah, e ela está por toda parte – no comércio, podem ser encontrados os inúmeros e variados souvenirs de Joana d’Arc: pratos, canecas, chaveiros... tudo para lembrar essa heroína francesa, agora considerada santa. Portanto, não deixem de visitar a igreja ímpar (parece um barco!) erguida em sua homenagem. No mais, curtam a atmosfera de Rouen, pois vocês ficarão apaixonados! Sem a menor dúvida.

Conheçam então, um pouco de Rouen, nesta “visita guiada”:

A cidade, graças ao seu porto, é um grande centro comercial. Situado a 110 km do mar e de Paris, o porto de Rouen é marítimo e fluvial. Além disso, um centro industrial bastante ativo foi igualmente desenvolvido às margens do rio Sena, que corta a cidade. No século XIX, o tráfego portuário se intensificou e as atividades portuárias se desenvolveram na margem esquerda do Sena. Atualmente, a cidade tem cerca de 100.000 habitantes, sendo a capital da Alta Normandia (Haute-Normandie), criada em 1964.


*A Catedral de RouenCathédrale Notre-Dame de Rouen – é um monumento complexo, no qual pode ser vista toda a evolução do estilo gótico (séculos XII-XVI). Da catedral romana, sua origem, somente restou a cripta. O restante foi sendo construído, com o passar do tempo, até o século XVI. O conjunto é sólido e harmonioso. Suas dimensões são impressionantes: 137 metros de comprimento, 24 de largura, dos quais 11 pertencem à nave central, cujo teto se eleva a 28 metros! A Catedral se impõe, majestosa ao olhar, desde o início, no centro da cidade, onde, depois de séculos, ainda permanece como seu coração e sua alma.


Não foi por acaso que Monet a escolheu para sua série magnífica de quadros (as fotos são dos quadros expostos no Musée d’Orsay, Paris), na qual a fachada principal (ocidental) da catedral é pintada em diferentes momentos do dia, sob variadas incidências da luz do sol, proporcionando um panorama espetacular do verdadeiro sentido do Impressionismo: a impressão do sol sobre o mundo.


*A Abadia de Saint-OuenAbbaye de Saint-Ouen – também é resultado de muitos séculos: a primeira igreja construída no local era uma basílica merovíngea, no ano de 684. No entanto, apesar dos dois séculos de construção da igreja atual, ela pode ser considerada uma obra do século XIV. O edifício é imenso: 137 metros de comprimento, 26 de largura e 33 de altura. Suas oitenta (!) janelas possuem maravilhosos vitrais que contam a evolução da arte do vitral, da metade do século XIV ao início do século XVI, cuja colocação seguiu o curso da construção da própria igreja. Rouen é, hoje, uma das primeiras cidades da França pela quantidade, diversidade e qualidade dos vitrais conservados em suas igrejas, datados dos séculos XIII ao XVI.


*Muitos itinerários diferentes levam ao mesmo local: a rua do Grande Relógiorue du Gros-Horloge –, que liga as praças da Catedral e do Velho Mercado (Place du Vieux-Marché). Seu nome deve-se ao grande relógio público, construído entre 1527 e 1529. Um sistema elétrico assegura o funcionamento do relógio, desde 1928, mas o antigo mecanismo ainda existe.


*O Palácio da JustiçaPalais de Justice – é um soberbo edifício, construído no início do século XVI, para abrigar o parlamento da Normandia. Em 1976, foram encontrados vestígios de uma construção romana do início do século XII, cujas inscrições atestam que pertenceu à comunidade judaica de Rouen, os mais antigos já descobertos na França.


*A Praça do Velho MercadoPlace du Vieux-Marché – foi completamente transformada no Segundo Império, sendo restaurada em 1979, quando foi construída uma igreja em homenagem a Joana d’Arc – Eglise Sainte-Jeanne-d’Arc –, um memorial e um mercado coberto. Também pode ser vista uma cruz em alumínio, que marca o local da fogueira onde Joana d’Arc foi queimada. A igreja abriga os magníficos vitrais do altar da Igreja Saint-Vicent, destruída em 1944, pelos bombardeios da guerra.


*Outro local de interesse é o Jardin des Plantes, o Jardim Botânico de Rouen, um local muito aprazível para passear e entrar em contato com a natureza.


*Também vale visitar uma construção contemporânea, na margem esquerda, chamada Zénith: é um grande estádio e palco de espetáculos. Bem bacana e um contraste incrível com a “histórica” Rouen!



Bon voyage!

Fontes de consulta:
Decaens, H. e Bérenger, P. Rouen. Rennes: Editions Ouest-France, 1996.
Carment-Lanfry, A.-M. La Cathédrale Notre-Dame de Rouen – une visite guidée. Rouen: TAG Impressions, 1977.
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