
Sobre Pequim 2008...



***Mais links de indumentária e moda:
O sensacional V&A
A moda sai da quadra...
***Mais links para história e inspiração:
Rendas e babados de Gaudí
Outras linhas de inspiração
Os sapatos e a moda

Como já mencionei antes no blog (leia aqui), aprendi a gostar de vinho, há bem pouco tempo... No entanto, desenvolvi uma paixão imediata pelos vinhos do Porto (mais aqui) e também pelos vinhos verdes, originários do norte de Portugal, terra dos meus ancestrais (e do meu marido também!) e que adoro visitar. Seguindo na tendência eco-sustentável, mais uma inspiração: que tal aproveitar as garrafas de vinho para confeccionar a decoração da mesa de almoço ou jantar – quem sabe, um queijos-e-vinhos bem especial? Na foto, são três lindas garrafas azuis, do vinho branco português Casal Garcia (também encontrada no vinho branco Gatão), nas quais adicionei pequenos laços e arranjos florais, criando um tríptico. Ele vai muito bem com um belo abridor de rolhas e ótimas taças, sobre uma toalha xadrez... bem à moda européia! Saúde!
Para uma casa mais criativa:
Para uma casa criativa...
Para uma casa criativa... as rolhas!
Para uma casa criativa... no banheiro

***Mais duas amigas da blogolândia citaram o meu querido pePPer inFashion em seus ótimos blogs: a Helena, do Meninas da Chocolate, falou sobre o texto da entrevista de emprego, e a Patricia, do Artetropia, me presenteou com um post sobre o texto da Bauhaus. Elas não são uns amores? Não deixem de visitá-las... Beijos para as duas!!
***Gostaria ainda de falar sobre a alegria que sinto com o carinho que tenho recebido dos amigos e amigas da blogolândia. São tantas manifestações delicadas e gentis – links, selos, prêmios, posts, indicações, citações –, que seria impossível não retribuir, a cada um de vocês, com a mesma dedicação. No cantinho aí do lado direito, deixo o link para todos estes textos incríveis e as pessoas maravilhosas que escrevem todos eles. Espero que as nossas parcerias sejam duradouras e cada vez mais gostosas de partilhar...
Um beijo no coração de cada um de vocês – e obrigada!!!
***Faço um agradecimento especial a Maria Lina (sou fã!), do fabuloso top-blog Conexão Paris, que me agraciou com um link no seu seleto blogroll. Merci, chérie! Para você, o Prêmio Leila Diniz!

O país em questão, residência oficial dos Papas, desde 1377, tornou-se um Estado independente em 11 de fevereiro de 1929 (é aquariano, como eu...), com o nome de Cidade do Vaticano e localiza-se dentro de Roma, Itália.
Nele, podemos admirar a incrível Basílica de São Pedro, com sua maravilhosa cúpula de Michelângelo. Um dos mais bonitos trabalhos de Bernini (quem leu Anjos e Demônios, do Dan Brown? É uma boa pedida para conhecer alguns destes lugares...) é a Colunata – duas grandes alas abertas em semi-círculo, como se fossem os braços do santuário em um abraço nos visitantes e fiéis que enchem a praça todos os dias. Ele também é o autor das estátuas dos santos que adornam a colunata – são 140 no total! Esta praça é a Praça de São Pedro, que mede 240 metros de largura por 340 metros de comprimento, na qual há um belo obelisco egípcio de 25 metros de altura (humm, lembra a Place de la Concorde, em Paris...).
Já no interior da Basílica, o mais imponente santuário cristão, encontramos vários highlights:
- A cúpula, de 119 metros de altura – aliás, é possível subir até o topo da cúpula, mas aviso aos interessados: a última parte da subida (a primeira pode ser por elevador) é bastante complicada, pois o teto vai se inclinando à medida que nos aproximamos do topo da cúpula, além do número grande de degraus que temos que vencer. Mas, caso vocês não se assustem, vale muito a pena – a vista externa é sensacional!!! Vocês somente terão que disputar um lugarzinho para apreciá-la (risos)...
- O altar-mor, recoberto por um esplendoroso baldaquino em bronze, de 29 metros de altura, também de Bernini.
- A Pietà, de Michelângelo, na primeira capela da nave direita, esculpida entre 1498 e 1499.
- A estátua de bronze de São Pedro, do século XIII, cujo pé direito deve ser tocado para que retornemos (não custa nada tentar, né?)...
- Atentem também, para a Guarda Suíça Pontifícia, a guarda da Cidade do Vaticano, com seu uniforme exclusivo e colorido – em cetim azul, amarelo e vermelho –, cujo design é atribuído a ninguém menos que Michelângelo!
Na verdade, a própria foto do post anterior é uma charada, pois mostra um marco único! Eu não poderia usar um plano mais aberto, pois ficaria claro de imediato que eu estava na Praça de São Pedro, pois as referências seriam inúmeras! Mas, reparem que eu estou posicionada sobre um círculo no chão... é o Centro del Colonnato (o centro da colunata).
O que é isto? Na verdade, há dois deles, na Praça de São Pedro, um na ala direita e outro na ala esquerda. Bem, se estamos na praça, em qualquer outro ponto de toda a imensidão que é esta praça, e olhamos em direção à colunata, vemos o seguinte:
São várias colunas, formando a colunata, umas na frente, outras atrás. No entanto, se nos colocamos exatamente sobre o centro del colonnato e olhamos para a ala da colunata correspondente, a visão se transfigura e temos:
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Somente vemos uma fileira de colunas! Não é sensacional? O olho humano, a perspectiva e a geometria são responsáveis por este “milagre”, fazendo desaparecer as demais colunas diante dos nossos olhos!!!
Para quem gosta de arte, arquitetura, moda, imagem e estilo, é realmente admirável: o efeito do some-aparece nos conduz em direção ao imponderável, pois nos põe diante da visão que se esvai apenas por uma mudança de posicionamento! Como inspiração, permite que pensemos o quanto nossas criações são fruto da ótica e da geometria, fazendo-nos supor então, que toda obra criada pelas nossas mãos – podem ser estampas, roupas, imagens... – está sujeita a modificações e diferentes interpretações, dependendo de quem vê! Não é assim na moda e na vida?
***Mais links da Itália:
Os tons quentes da Itália
Uma cidade sobre as águas
Rituais de viagem... Roma
Acqua!
O globalizado Guggenheim
Highlights Fornarina
Hoje, faço um post-charada! Nesta foto, estou em um país muito conhecido. Vocês sabem qual é este país? Aguardo sugestões!
A resposta vem no próximo post... Até lá!
Roma – Piazza Navona








Por fim, já completamente rendida ao apelo das cores, em total harmonia com o ambiente, né (risos)? Parece até combinado... mas, acho que já era uma “sensação colorida” trazida pelo próprio local, rico em informações e em uma miríade de cores e texturas. Eu só podia querer ser fotografada com a incrível (e feliz...) coincidência, certo?

Espero que as cores e os tons quentes destas fotos sejam capazes de inspirar – a todos! – para uma moda mais solar, mais “aquecida”...
Que tal tentar esta nova imagem? Benvenuti!
***Mais links da Itália:
Uma cidade sobre as águas
O país dentro de outro
Rituais de viagem... Roma
Acqua!
O globalizado Guggenheim
Highlights Fornarina
O selo em questão é o Prêmio Dardos, que, segundo o post da Silvinha, tem alguns critérios para ser oferecido:
“Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro mostra cada dia em seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc..., que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.
O Prêmio Dardos tem certas regras:
1. Aceitar exibir a distinta imagem.
2. Linkar o blog do qual recebeu o prêmio. (no meu caso, ele já está linkado desde que conheci o blog da Silvinha...)
3. Escolher quinze (15) blogs para entregar o Prêmio Dardos.”
Os meus escolhidos (na verdade, mais de quinze... risos) servem como inspiração diária e estão todos linkados aí do lado:
Meninas da Chocolate, da Helena
Luxos e luxos, da Celina
Bazzar dans mon armoire, da Virginie
Fashion Rules, da Miss Pu
Cling, da Lux Lisbon
Leite quente com bolachas, da Paula
Por que faz toda a diferença!, da Bel
Contexto fashion, da Paula Baião
Blogando arte, da Tânia
Vivendo de histórias, da Marisa
Desenhos da Fernanda, da Fernanda
Set design thinking, da Bella
Garimpo de Estilo, da Ludi e da Sheyla
Artetropia, da Patricia
Marília Levy, da Marília
Conversa delas, da Amanda
O diário de uma fashionista, da Tg
Meu fashion é esse!!!, do Verson
A moda como ela é!, da Thais
Achados do dia, da Lilian
Hoje vou assim off, da Ana Carolina
E, de forma recíproca, No outro lado do espelho, da querida Silvinha!
Estes são os blogs companheiros (de curta ou longa data...), mas há muitos outros nos meus blogrolls que também adoro, portanto sintam-se todos premiados, viu?
A blogolândia não é uma maravilha? Deixa a gente toda, toda, né?
Beijos no coração de cada um de vocês!
ps. Para quem tem mais de um blog, o prêmio vale para os dois, certo? Vocês merecem...
Para uma casa mais criativa:
A Bauhaus (1919-1933), literalmente a casa da construção ou ainda a escola da arte de construir, foi criada pelo arquiteto alemão Walter Gropius, em 1919. Seu principal objetivo era utópico: a união de aprendizes, mestres, artistas e artesãos que realizariam juntos a “nova estrutura do futuro”, uma “catedral do futuro”, conseguida pelo artesanato e pelo ensino. Organizados em diferentes ateliers, dirigidos em conjunto por um mestre da forma e um artesão – tecelagem, pintura mural, grafismo, tipografia, móveis, vitral, metal e outros materiais –, a Bauhaus convocou os maiores artistas da época: Paul Klee para tecelagem e ensino dos movimentos da linha e da forma; Wassily Kandinsky analisava os efeitos cromáticos e o designer Marcel Breuer experimentava o emprego de tubos de aço. Depois de Weimar (Alemanha), sua primeira localização, em sua fase baseada em conceitos expressionistas, a Bauhaus mudou-se para Dessau, em 1925, que ia de encontro a uma orientação mais funcionalista/construtivista; em 1932, estabeleceu-se em Berlim, já com forte apelo arquitetônico, até seu fechamento no ano seguinte.
No slide, vemos algumas capas dos livros compostos pelos mestres, com o “objetivo de abordar ‘aspectos artísticos, científicos e técnicos de várias áreas de especialização’.”
Já o atelier de mobiliário da Bauhaus nos deixou algumas peças emblemáticas e, por que não dizer, lendárias: a cadeira Wassily – de Marcel Breuer, em estrutura metálica tubular, e a Barcelona – em exposição no Pavilhão Mies van der Rohe, Barcelona/Espanha. Quanto ao mobiliário das fotos (aqui), ele está reunido no Centre Pompidou (leia mais aqui), o museu que integra arte, música, livros e design, na capital francesa, desde 1977, ilustrando a produção da fabulosa escola alemã. Aqui vão os detalhes sobre cada peça, com seus respectivos autores e materiais utilizados na produção:
Mesa B10, 1927-1928/Marcel Breuer (1902-1981) – estrutura em aço tubular
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Cadeira Précurseur B5, 1926/Marcel Breuer – estrutura em aço tubular niquelado, assento em algodão
Cadeira MR 10, 1927/Mies van der Rohe (1886-1969)
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Poltrona Lattenstuhl, 1922/Marcel Breuer – em ripas de madeira com tecido de crina de cavalo
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Sou uma apaixonada pela Bauhaus por muitas razões: ela foi revolucionária e capaz de trazer inovações a muitas áreas: design, arquitetura, arte, mobiliário, tipografia... ufa! Seu lema “menos é mais” e o binômio forma-função são sinônimos da Escola, que, ao revolucionar os conceitos de arte e design no século XX, sinalizou a importância dos mestres e dos aprendizes, unidos em prol de um objetivo comum: a construção de uma sociedade baseada no ensino e na troca de saberes, que pode produzir toda a sorte de solução para as questões humanas. Demais, não?
(Fontes de consulta: Escola Bauhaus, no Centre Pompidou/Paris e Bauhaus archiv, de Magdalena Droste – Ed. Taschen)
Hoje, um post-suspense: divido com vocês as fotos de quatro peças de mobiliário: todas elas compartilham uma história e também, um estilo. Ah, e estão juntas, em um conhecido museu parisiense... Quem são elas? Onde se encontram? No próximo post, conto tudo – até lá!
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Semana passada, fui convidada a dar uma palestra sobre o que vestir em uma entrevista de emprego, no curso de Marketing Pessoal, da Universidade Estácio de Sá, ministrado pela professora Flávia Mello. Como consultora de imagem e estilo, além da experiência como psicóloga de RH, fiz um roteiro básico para servir de “guia rápido de consulta”, na hora da entrevista. Vamos a ele?

***
pePPer inFashion
Projetos em Consultoria de Imagem e Estilo
A ENTREVISTA DE EMPREGO
Perguntas importantes:
* Qual é o perfil da empresa na qual vou fazer uma entrevista de emprego?
* Como se veste alguém que ocupa o cargo ao qual estou me candidatando?
* Quem será o meu entrevistador?
*Empresa: é vital o conhecimento da empresa na qual pretende trabalhar. Pesquise exaustivamente toda e qualquer informação sobre o perfil da empresa e dos seus funcionários, principalmente em cargos semelhantes ao que você pretende ser contratado.
Atenção ao grau de formalidade da empresa, um grande sinalizador do que usar na entrevista – observe a empresa e os seus funcionários, informe-se a este respeito com antecedência: formal/conservador, informal ou criativo.
*Código do vestir: adequar ao grau de formalidade da empresa, roupas e lingerie, sapatos e bolsas, acessórios, maquiagem, cabelo e unhas.
- Mesmo em empresas informais, não use um visual completamente informal!
- Atenção aos pequenos detalhes! Aposte sempre em roupas e acessórios de qualidade.
- É interessante mostrar algum traço de sua personalidade, ou seja, algo diferenciado, mas que combine com você!
*Entrevistador:
- Se for do RH, avaliará se você se enquadra no cargo ao qual está se candidatando;
- Se for na área de moda, por exemplo, sua vestimenta também estará sendo julgada.
Dicas femininas:
Bom senso é a chave!
Pense em imagem e estilo, antes de pensar na última moda.
Evitar grandes fendas, decotes, estampas, volumes...
Cuidado com o comprimento das saias e a altura dos saltos dos sapatos.
Dicas masculinas:
As pontas da gravata terminam juntas e onde começa a fivela do cinto.
Não usar camisa de manga curta com paletó.
A largura do paletó é aquela em que o homem não se sente sufocado quando senta com o paletó fechado, tendo caimento perfeito, com as aberturas nas costas e as golas lisas, sem nenhuma ruga.
A barra da calça deve cair sobre o tornozelo, cobrindo as meias quando o homem está de pé. Deve ser bem ajustada na cintura, sem folga no cós.
Quanto menos as meias ficarem expostas melhor.
Os sapatos devem ser pretos ou marrons.
Por último, treine, treine, treine: vista-se com a roupa (e os acessórios!) que você pretende comparecer à entrevista e verifique se ela está apropriada, bem ajustada, confortável e, acima de tudo, se ela representa o que você quer passar ao seu entrevistador: que você é a pessoa certa para o emprego!
***
Espero que este guia de consulta não seja uma receita pronta, para ser seguida ao pé da letra, mas sim, uma referência que auxilie na hora de escolher o que usar frente ao entrevistador, para conseguir o tão sonhado emprego. Boa sorte a todos!
Um agradecimento especial à professora Flávia Mello, que, com seu entusiasmo e seu incentivo, faz das suas aulas um espaço de inspiração para todos os seus alunos. E que, além disso, me proporcionou um momento de grande alegria e satisfação, tanto pessoal quanto profissional. Um grande beijo!
***pePPer in Styling: nesta seção (aqui), vocês encontram os posts já publicados no blog e relacionados à consultoria de imagem e estilo, podendo pesquisar assuntos e dicas, assim como elaborar dúvidas a partir dos temas abordados... e deixar a sua pergunta! Sejam bem-vindas(os)!***
Criada pelo arquiteto e urbanista Rem Koolhaas, como um projeto inovador para as comemorações da cidade do Porto como Capital Européia da Cultura, em 2001, a incrível Casa da Música está localizada na segunda maior cidade de Portugal e berço do vinho que leva o seu nome (leiam aqui).
A primeira surpresa acontece quando nos aproximamos do prédio, cuja volumetria já desperta a maior curiosidade – o que deverá existir dentro daquele enorme trapézio?
Somos recebidos por uma escada, que não revela de imediato aonde nos levará: apenas nos conduz rumo ao interior do prédio, como se estivéssemos indo em direção a um mundo inteiramente novo! E as descobertas não param por aí!
O nome da Casa da Música, assim como todas as outras inscrições, foram grafadas diretamente no cimento! Muito interessante! O hall em que chegamos, para aguardar a visita guiada, já é uma delícia visual – tudo chama a atenção! Os materiais, os revestimentos... É possível visitar a Casa sem o auxílio dos guias, mas sugiro que vocês escolham a visita guiada, pois são muitos os detalhes e as informações, que poderiam passar despercebidos. E seria uma pena...
A Casa da Música é um local multi-mídia, que disponibiliza seu espaço para todo o tipo de manifestação musical, dispondo de inúmeras salas diferenciadas para os eventos, e também, servindo como referência na pesquisa da música de Portugal.
A visita começa pela sala principal – um verdadeiro show! Suas paredes são revestidas com folhas de ouro, visando à acústica privilegiada, o revestimento das poltronas simula a pele humana, para, mesmo vazias, não interferir na acústica da sala, há dois exemplares de órgão – um antigo e um moderno, na parte superior, junto ao palco... mas, o mais incrível mesmo é a imensa parede de vidro! Parede de vidro? Em uma sala de música? E a acústica? Bem, a solução encontrada pelo arquiteto foi sensacional – o vidro é ondulado, disposto em duas camadas, com vácuo entre eles, o que permite uma perfeita sensação acústica! Demais, não? E a parede percorre todo o prédio, podendo ser vista de vários e inusitados ângulos. Haja fotografia para dar conta!
Depois, somos conduzidos às inúmeras salas secundárias, uma diferente da outra: uma em roxo, a outra em laranja, a terceira com azulejos azuis e verdes, até que chegamos na mais bonita – repleta de azulejos e com mobiliário de época, que contam a história de Portugal e que pode ser vista do exterior do prédio, na porção superior do trapézio. Linda!
Bem, saí de lá feliz por haver conhecido algo tão inusitado e espero que vocês possam visitar a Casa da Música, pois o passeio vale a pena! Seus materiais, suas texturas, sua arquitetura e seu design são fonte de inspiração para a moda (como aqui), assim como a imensa parede de vidro ondulado, que lembra os babados (eles estão aqui também). Os diferentes ambientes estéticos – salas com cores, revestimentos, impressões sensoriais distintas – fazem nossa cabeça voar mais alto. E o coração também!
*Em homenagem às amigas da blogolândia, que vivem em terras além-mar: a Paula, do Leite quente com bolachas, a Miss Pu, do Fashion Rules, a Lux Lisbon, do Cling, a Tg, de o diário de uma fashionista, a Su, do The Stiletto Effect, a Marta, do I absolutely love, a Queen P., do A Rainha da Pechincha, a Mimi, do Pó de diamante e a Mónica, do mini-saia. Um beijo brasileiro no coração de cada uma!
Informações práticas:
Casa da música
Endereço: Avenida da Boavista, 604-610
4149-071 Porto, Portugal
tel. (351) 220 120 220
info@casadamusica.com
Horários das visitas regulares:
2ª. a 6ª.f 11 e 15:30h (português e inglês)
sábados, domingos e feriados
português 10:30, 15 e 16h/inglês 10:30 e 16h
Lotação de cada visita: 35 pessoas
Visitas com marcação (grupos de 15 a 35 pessoas)
visitasguiadas@casadamusica.com
Ingresso: €3
Quem assistiu não irá jamais esquecer: diante dos nossos olhos, lindos modelos desfilando elaborados trajes confeccionados em papel vegetal, que, ao final do desfile, foram simplesmente rasgados, todos eles! Isto aconteceu na São Paulo Fashion Week, em junho de 2004, no desfile do estilista e diretor de criação, brasileiro e neto de japoneses, Jum Nakao. Sua proposta de trabalho foi muito mais do que chocar a platéia – esta performance, baseada em elementos da cultura japonesa, conseguiu incorporar a reflexão sobre o papel da roupa (desculpem o trocadilho...), além da mera função de vestir o corpo.
Na exposição, há uma sala, na qual dois modelos estão expostos – de uma beleza impressionante e uma riqueza de detalhes que nos deixa boquiabertos!, além de uma projeção do desfile original, mostrando a reação das pessoas no momento em que as roupas foram destruídas, remetendo ao efêmero da moda. Toda esta produção foi registrada em livro e em DVD, um verdadeiro documento de um marco na história da moda brasileira: A costura do invisível não fala de roupas ou mesmo da última moda, mas do quanto a roupa – ou a ausência dela – fala sobre nós. Aproveitem para conhecer estes trajes de perto, pois são tão lindos, tão perfeitos, que ficamos nos perguntando se eles são reais. Garanto que vocês vão sair de lá repensando, refletindo sobre o que vestimos e o que está para além da roupa em si, que Jum Nakao chamou de “invisível”!
Até a próxima cobertura!
Origami, formada pela união de ori (dobrar) e kami (papel), é a arte japonesa de dobrar papel, em geral, de formato quadrado, cujas faces podem ter cores diferentes, sem que haja cortes. Para a cultura do Japão, quem fizer mil tsurus (grou japonês) realiza um pedido.
O tsuru é uma ave pernalta, que habita as lagoas ao norte da ilha de Hokkaido, no Japão. Está relacionado à longevidade, sendo bastante popular em casamentos e festas, nos quais simboliza saúde e fortuna. Segundo os origamistas tradicionais, a figura do tsuru é a mais perfeita possível, pois a base do pássaro serve para a criação de inúmeras outras figuras.
E, para finalizar, o último post será sobre o excepcional trabalho do estilista Jum Nakao e sua costura do invisível!
O mangá é a história em quadrinhos japonesa, cujo significado literal é “desenhos irresponsáveis”, que aparece, pela primeira vez, em 1814. Apesar disso, o mangá somente iria tornar-se um sucesso de vendas, nos anos 50 do século XX, quando Osamu Tezuka começou a dividir a história em múltiplos quadrinhos, com uma diagramação dinâmica e o uso de técnicas cinematográficas, com suas personagens de olhos grandes.
Animê, por sua vez, é o desenho animado no Japão, em alusão ao termo em inglês animation, mostrando a forte influência da cultura ocidental, diferentemente do que acontece com o mangá. Um clássico do animê é Speed Racer, recentemente adaptado para o cinema, que era um sucesso no mundo todo. Outro enorme sucesso no Brasil foi a série Cavaleiros do Zodíaco, e, em 1999, foi a vez de um fenômeno – Pokémon.
Cosplay, que vem de “costume player” (fantasia, em inglês), é uma convenção de pessoas vestidas como seus personagens ou super-heróis preferidos, como de Star Wars e Star Trek até mangás e animês, sendo que os participantes são responsáveis pela produção e execução dos figurinos, dentro do conceito de “do it yourself” (faça você mesmo), utilizando materiais os mais diversos e inusitados.
E, com as excelentes fotos de Daniel Mattar, vemos o que é o Japão hoje – urbano, com as ruas de Harajuku, área de Tóquio, ditando moda e conceito, com sua variedade de produções, repletas de elementos e estilo, trazendo seu universo contemporâneo ímpar para o outro lado do mundo. Uma explosão de cores muito bem-vinda, em direção ao novo milênio!
Amanhã, a parte mais linda de toda a exposição – a sala com a revoada dos tsurus. É do plano do sublime... vocês poderão conferir!
“NIPPON – 100 anos de integração Brasil-Japão”
Centro Cultural Banco do Brasil – Rio de Janeiro
Rua Primeiro de Março, 66
até o dia 13 de julho das 10 às 21h – Entrada franca
Informações: (21) 3808-2020
CCBB – Brasília/DF
SCES, trecho 2, conjunto 22
de 5 de agosto a 12 de outubro das 9 às 21h – Entrada franca
Informações: (61) 3310-7087
O maior símbolo das gueixas é o quimono... mas isto é assunto para o próximo post: os impressionantes quimonos, suas estampas e dobras, além dos acessórios. Os exemplares expostos na exposição são um luxo – imperdível!
“NIPPON – 100 anos de integração Brasil-Japão”
Centro Cultural Banco do Brasil – Rio de Janeiro
Rua Primeiro de Março, 66
até o dia 13 de julho das 10 às 21h – Entrada franca
Informações: (21) 3808-2020
CCBB – Brasília/DF
SCES, trecho 2, conjunto 22
de 5 de agosto a 12 de outubro das 9 às 21h – Entrada franca
Informações: (61) 3310-7087
Centro Cultural Banco do Brasil – Rio de Janeiro
Rua Primeiro de Março, 66
das 10 às 21h – Entrada franca
Informações: (21) 3808-2020
