A marca Cantão faz parte da minha história pessoal, afinal somos contemporâneas, nascidas no fim da década de 60. Para tamanha longevidade, o que é um caso interessante na moda visto ser um universo do fugaz, algumas atualizações (ou reposicionamentos) precisaram ser feitas ao longo destas últimas quatro décadas. Como acompanho a marca, desde o início dos anos 80, alguns pontos chamam a atenção. Sua característica inovadora sempre esteve presente: o Cantão foi a primeira marca a lançar agendas must-have e suas mochilas tornaram-se objetos de desejo nas escolas cariocas. Entretanto, este seu lado inovador causou um pouco de confusão. Toda esta mudança constante de logos, uma identidade visual que alterava-se, constantemente, gerava uma certa “não-identificação”. Explico melhor – cada modificação na logo (inclusive no nome, de Cantão 4 para apenas Cantão) fazia com que nós precisássemos aprender a “re”-identificar a marca, pois ela não era reconhecida de imediato. Esse movimento foi uma constante até há bem pouco tempo, quando surgiu a logo com o ponto vermelho. A princípio, isto causou uma certa celeuma, pois para algumas pessoas (talvez mais antenadas...) era sinal dos tempos trocar o texto pela imagem. Já para outras, isto foi muito complicado, fazendo com que as lojas precisassem colocar o nome nas fachadas de forma mais explícita. Mesmo assim, muito se falou da não-inteligibilidade da logo, principalmente fora do público-jovem, seu principal target. Mas, não podemos esquecer que, com a passagem do tempo, este público também envelheceu e ele continua cliente da marca... como eu. A cada nova coleção, mesmo com a logo imutável, as bolsas e embalagens ainda são modificadas, o que parece ser um movimento atual em muitas lojas. Confesso que não sei se é o melhor caminho – a cada mudança, é preciso “re”conhecer as bolsas do Cantão! E, quando nos acostumamos, lá vem mais uma! Como, hoje em dia, as empresas deveriam estar focadas no marketing, se preocupando mais com a marca do que com o produto, talvez não seja a melhor estratégia... No entanto, se virmos o marketing como uma estratégia ou ferramenta para criar e manter clientes, esta possa ser uma forma de criar desejo pelo novo, por saber qual será a “próxima cara” do Cantão. Logo, é preciso estar atento à segmentação do mercado, sempre preocupado em atender ao público-alvo da marca, conhecendo-o o mais profundamente possível. Para isso, seu programa de fidelidade tem sido uma boa opção. Resumindo, parece que o Cantão conseguiu manter a sua clientela fiel e renovar-se em busca de novos admiradores da marca, posicionando-se com uma visão que almeja colocar, cada vez mais, a marca como objeto de desejo, agora no século XXI!
***Mais links de compras:
PARIS – Et maintenant... Paris! – parte I
LONDRES – London, London
NY – Chegou a hora das compras… NY!
AMÉRICA LATINA – Grandes centros de compras
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