




A roupa e essa dança de estilos não estão lá por acaso – elas representam aquele homem, invadido por novidades importantes em um ritmo quase frenético. É como se a cadência de uma música imaginária estivesse acelerada, fazendo com que a troca de figurino a acompanhasse! Saias, anquinhas, crinolinas, decotes, chapéus, que aparecem, crescem, diminuem, sobem, descem, vão para trás ou caem pelo chão, sobem às alturas, alargam-se, ou seja, modificam-se, incessante e incansavelmente.

O Impressionismo deixou imagens belíssimas dessa época: o aço das gares, o foyer do teatro, as bailarinas, as cenas no campo, os bailes, os cabarés... as mulheres, enfim! Parece então, que podemos falar no feminino do século XIX: suas saias, as pinturas dos impressionistas e a forma como eles representaram, pictoricamente, a mulher e essa verdadeira “dança do vestir”!
Quem é o protagonista deste espetáculo? O homem ou a sua roupa? Difícil escolha... Bem, talvez seja a mulher e suas inúmeras saias!
Fotos: Musée d'Orsay, Paris
***A exposição Sous l’empire des crinolines 1852-1870, em cartaz no Musée Galliera, em Paris, retrata o tempo das crinolinas, as armações destas incríveis e volumosas saias.
Musée Galliera 10, avenue Pierre Ier de Serbie, 75016 Métro Iéna – até 26 de abril.***
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