Ou a mulher Clarice...

A mostra Clarice Lispector – A hora da estrela, agora em cartaz no CCBB-Rio (esteve no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo), é de impressionar: nela, o que emociona são as palavras, por toda a capacidade plástica que o verso pode adquirir. O que sentimos, à medida que caminhamos por entre seus textos, é algo próximo da experiência estética mais profunda. Somos impregnados pela força das suas frases, do seu texto contundente. Em cada um dos seus ditos, encontramos a força mágica do feminino, na sua mais nobre vertente.
Clarice, uma ucraniana de alma carioca e cidadã do mundo, conseguiu colocar a mulher em tudo que escreveu! É por isto que, mesmo trinta após a sua morte, ela ainda consegue tocar fundo, tangenciar a alma de quem passa por cada uma das salas da exposição. É impossível não se emocionar... a cenografia empresta uma carga dramática às palavras, entretanto o que há de mais pungente no caminho são os significados da maravilhosa obra da Clarice.

Não pretendo estragar a surpresa, mas dois momentos me marcaram: uma primeira instalação, na qual penetramos o trajeto geográfico da autora, em suas andanças pelo mundo, e a outra, uma extraordinária cenografia, repleta de inúmeras gavetas, que carregam em seu bojo... Clarice! Por isso, não deixem de visitar a exposição; está belíssima!
Como a estrela...

Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março 66 – 1º. Andar – Rio de Janeiro
Informações: (21) 3808-2020
19 de agosto a 28 de setembro
terça a domingo das 10 às 21 horas
No comments:
Post a Comment